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Londres 2012: Bolt bate recorde olímpico e Murray vinga-se de Federer

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Londres 2012: Bolt bate recorde olímpico e Murray vinga-se de Federer

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Usain Bolt voltou a afirmar-se como homem mais rápido do planeta. O jamaicano teve uma partida lenta, mas, pode dizer-se, aos 50 metros é que decidiu partir em busca do ouro. Bolt arrasou a concorrência, cortou a meta bem destacado e estabeleceu um novo recorde olímpico: 9,64 segundos – menos 4 centésimos do que havia feito há 4 anos em Pequim.

Na luta pela prata ficaram o também jamaicano Yohan Blake e o norte-americano Justin Gatlin. Foi mais forte o compatriota de Bolt, que, tal como Gatlin, igualou a melhor marca pessoal.

Entre os portugueses em competição este domingo no atletismo, destaque para um novo recorde de Portugal. A proeza aconteceu nas mangas de qualificação dos 400 metros barreiras femininos e foi da responsabilidade de Vera Barbosa. A atleta de 23 anos fez 55,22 segundos, menos 58 centésimos que o anterior máximo, e foi terceira da sua série, garantindo um lugar nas meias-finais desta segunda-feira.

“Bater o recorde pessoal e nacional já é muito bom. Estar na meia-final é a concretização de um sonho”, afirmou Vera Barbosa, que correu na série ganha pela campeã do Mundo, a norte-americana Lashinda Demus, com o tempo de 54,60 segundos.

Horas antes, Jessica Augusto tinha sido a melhor portuguesa na maratona feminina. A atleta de 30 anos, que nasceu em Paris, terminou a prova a quase dois minutos da nova campeã olímpica, Tiki Gelana. A etíope estabeleceu um novo recorde olímpico da distância, fixando o novo máximo em 2h23m07s.

“Não tenho medalha mas, para mim, isto foi como uma medalha. Considero-me um peixinho no meio destes tubarões. Tenho apenas três maratonas concluídas”, relembrou Jessica, após a prova, dedicando a corrida à mãe e ao pai, que faleceu recentemente. A agora maratonista, que igualou em Londres o resultado olímpico de Manuela Machado em Atlanta’96, promete lutar por uma medalha daqui a 4 anos, no Rio de Janeiro. “Tenho muito para dar na maratona”, concretizou.

As outras portuguesas na maratona foram Marisa Barros, de 32 anos, que terminou em 13.° e Dulce Félix, de 29, que ficou em 21.°. A medalha de prata, por outro lado, foi para a queniana Priscah Jeptoo e o bronze para a russa Tatyana Arkhipova.

Nos 400 metros masculinos, realce ainda para Oscar Pistorius. Apurado para as meias-finais, o sul-africano das pernas artificiais ficou em último na segunda série e foi afastado da final. Pistorius volta a competir quinta-feira, integrando a equipa da África do Sul que lhe valeu a presença em Londres, nas eliminatórias da estafeta 4×100 metros.

Ténis
Andy Murray acabou com os fantasmas que o assombravam desde a derrota de há um mês na final do Torneio de Wimbledon. O tenista escocês, de 25 anos, voltou a enfrentar o suiço Roger Federer, de 30, na relva do complexo londrino, mas desta feita não deu hipóteses ao número 1 do Mundo. O representante da Grã-Bretanha venceu por 3-0 (6-2, 6-1 e 6-4).

Murray conquistou a medalha de ouro olímpico e igualou o feito do compatriota Josiah Ritchie, o último britânico a consegui-lo e, curiosamente, também nuns Jogos organizados na capital britânica, em 1908.

“É mais fácil ganhar uma final do que perde-la e esta foi a melhor forma de regressar após o torneio de Wimbledon. Nunca o vou esquecer. É a maior vitória da minha vida”, afirmou o eufórico Murray, que voltou a chorar, mas desta feita lágrimas de felicidade.

Federer, por outro lado, minimizou a derrota. “Não estou triste nem arrasado. Vejo isto de forma positiva: ganhei a prata no jogo contra Del Potro, na meia-final, e não a perdi hoje contra o Murray. Sinto-me um vencedor”, afirmou o suiço, que mantém a liderança do ranking ATP.

Del Potro, por sua vez, conseguiu subir ao pódio depois de bater o sérvio Novak Djokovic. O vencedor do último Estoril Open venceu o número 2 do Mundo, por 2-0 (7-5 e 6-4).

Andy Murray, pouco depois da final de singlares masculina, jogou ainda a final de pares mistos. Ao lado de Laura Robertson, o recém campeão olímpico falhou, porém, o bis. A dupla bielorrusa Victoria Azarenka e Max Mirnyi foi mais forte e conquistou o ouro com um triunfo por 2-1 (2-6, 6-3 e (10)-(8)).

Hipismo
Luciana Diniz, de 41 anos, apurou-se para a terceira ronda na categoria de obstáculos. Depois de uma ronda em que não havia ficado satisfeita e que lhe custou uma penalização de 8 pontos para a segunda eliminatória, a portuguesa e o cavalo Lennox conseguiram uma prova sem faltas e, com isso, a cavaleira assumiu-se “muito feliz” e ficou a sonhar com o pódio.

“Graças a Deus, hoje foi perfeito, fizemos zero e estou muito feliz”, disse Luciana à Lusa, após a segunda eliminatória, que ficou marcada pela muita chuva. Agora, prosseguiu, há que “lutar para estar na final” e competir “dia a dia, até ao pódio”.

Tiro
João Costa fechou a participação nos Jogos Olímpicos com um 9.° lugar na prova de tiro com pistola de ar comprimido a 50 metros, classificação que juntou ao 7.° lugar alcançado no tiro a 10 metros. O atirador de 47 anos, o atleta mais velho da comitiva lusa, falhou a final por um triz.

“É muito difícil ficar de fora da final por apenas uma décima em mais de 600 pontos. Mas estou orgulhoso da minha participação nestes Jogos”, afirmou o atleta, após a prova que foi ganha pelo sul coreano Jin Jong-oh.

O pódio, aliás, foi totalmente asiático, com o também sul coreano Choi Young Era a conseguir a prata e o bronze a engrossar as conquistas chinesas por intermédio de Wang Zhiwei.

Vela
A dupla Bernardo Freitas e Francisco Andrade vai tentar esta segunda-feira garantir o apuramento para a “medal race” na categoria de 49’er. A equipa portuguesa iniciou o domingo com um 10.° lugar na 12.a etapa. Mas conseguiu acabar a 13.a em 5.° e, com isso, subiu ao 4.° lugar da geral quando faltam disputar as duas etapas desta segunda-feira antes da prova decisiva para as medalhas.

Na categoria masculina RS-X, ou prancha de windsurf, o madeirense João Rodrigues até nem fechou mal a sexta participação olímpica, conseguindo um 3.° lugar na 10.a etapa, a última antes da “medal race”. Mas na ronda anterior tinha conseguido um modesto 20.° lugar e, na geral, o velejador português não foi além do 14.° lugar, a 18 pontos da etapa das medalhas, que se realiza terça-feira e que tem o holandês Dorian van Rijsselberge na liderança.

Na categoria masculina de Finn, o inglês Ben Ainslib, conhecido por “Big Ben”, arrecadou o ouro. A prata foi para o dinamarquês Jonas Hogh-Christensen e o bronze para o francês Jonathan Lobert.

Nas duplas mascuinas de Star, coube à Suécia ouvir o hino através da prestação de Frederik Loof e Max Salminem. A prata ficou na Grã Bretanha, no peito da dupla Iain Percy e Andrew Simpson, enquanto o bronze coube aos brasileiros Robert Scheidt e Bruno Prada.

Ténis de Mesa
João Pedro Monteiro, Marcos Freitas e Tiago Apolónia ainda chegaram a acreditar na passagem às meias-finais quando se apanharam com uma vantagem de 2-0 sobre a Coreia do Sul. Mas os asiáticos, favoritos às medalhas, pareceram ter apenas dado espaço para sonhar à equipa portuguesa porque, a partir do terceiro embate, arrancaram imparáveis para a reviravolta.

Os sul coreanos venceram, por 3-2, e defrontam esta segunda-feira Hong Kong numa das meias-finais. Na outra, regista-se o duelo entre Alemanha e China.