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Grécia expurga males internos com a desculpa da imigração exagerada

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Grécia expurga males internos com a desculpa da imigração exagerada

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A luta contra a entrada ilegal de asiáticos e africanos que fazem da Grécia a porta de entrada na Europa, está a ser utilizada como arma política pelo governo de Atenas.

A polícia deteve cerca de seis mil pessoas por entrarem ilegalmente na Grécia, onde há 500 mil imigrantes ilegais e 800 mil legais. 1.600 ‘sem papéis’ serão deportados para os países de origem nas próximas semanas.

4.500 agentes participam na operação contra clandestinos, com a qual o governo conservador grego tenta recuperar, como prometeu, o controlo das ruas contra da imigração ilegal.

O ministro NIKOS DENDIAS pediu calma:

“- Peço à população que apoie esta operação para que não se voltem a produzir, em Atenas e progressivamente noutras regiões do país, cenas que são uma ofensa à nossa civilização.”

Cinco anos consecutivos de recessão e um nível, sem precedentes, de desemprego viram-se contra os imigrantes. Acusam-nos de “roubar” as escassas oportunidades de trabalho na Grécia e de contribuirem para o aumento da criminalidade.

As associações ligadas à esquerda consideram que o governo agita esse a fantasma da concorrência dos estrangeiros no mercado de trabalho:

Tassos Anastasiades, da associação KEERFA:

“- Estão a tentar os propósitos racistas para desviar a atenção da população do que realmente está a ocorrer com as finanças, no quotidiano, e põe-se a culpa nos imigrantes de todas as coisas que estão mal na Grécia”.

As autoridades calculam que meio milhão de pessoas vivem ilegalmente no país, o que constitui 10% dos 9 milhões de habitantes gregos.

Desde as eleições de junho, o partido de extrema direita ‘Amanhecer Dourado’ tem representação parlamentar pela primeira vez na história.

Os ataques contra os imigrantes multiplicaram-se de forma alarmante. Diversas organizações constataram o aumento da violência racista no país.

Cerca de 130 mil imigrantes ilegais entram, anualmente, na Grécia, a0 maioria pela fronteira com a Turquia, pelo Rio Evrosa. Durante a operação xenius Zeus, o governo enviou para a zona 2.500 agentes suplementares para proteger a linha de demarcação da fronteira.