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Síria: observadores da ONU abandonam Aleppo no dia em que primeiro-ministro deserta

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Síria: observadores da ONU abandonam Aleppo no dia em que primeiro-ministro deserta

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A intensidade dos bombardeamentos e combates em Aleppo levou a ONU a retirar as duas dezenas de observadores que estavam estacionados na capital económica da Síria.

O Exército bombardeia sem cessar há vários dias, com artilharia pesada, os bairros controlados pelos rebeldes na cidade.

Denunciando “crimes de guerra e genocídio” cometidos pelo regime, o primeiro-ministro Riad Hijab decidiu desertar para a Jordânia.

Trata-se do mais alto responsável a abandonar o presidente Bashar Al-Assad nos 16 meses de revolta.

O analista David Hartwell, especializado no Médio Oriente, afirma que “a deserção de um alto responsável é, claramente, embaraçante e má para a credibilidade do regime sírio. Mas é pouco provável que Hijab fosse um membro do círculo familiar próximo de Assad. Por isso, em termos de segurança, política militar e da sobrevivência do regime de Assad, é pouco provável que tenha um grande impacto”.

A versão oficial de Damasco é que Hijab foi demitido e substituído pelo vice-primeiro-ministro sírio.

De Aleppo e de outros pontos do país continuam a chegar relatos de violência e massacres. O Observatório Sírio dos Direitos Humanos contabilizou esta segunda-feira 137 mortos, entre os quais mais de 80 civis.