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Londres 2012: Um dia de estreias

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Londres 2012: Um dia de estreias

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O décimo primeiro dia dos Jogos Olímpicos de Londres foi marcado pela estreia de vários países nas medalhas, quer em absoluto, quer no atletismo.
 
 
O argelino voador
 
Para começar, a Argélia: O país teve uma estreia absoluta nas medalhas, graças a um surpreendente
Taoufik Makhloufi, que venceu a prova dos 1500 metros com um tempo de três minutos, 34 segundos e oito centésimos, bastante à frente dos outros corredores. O norte-americano Leonel Manzano ficou com a medalha de prata.
 
Também a Alemanha voltou a ganhar uma medalha de ouro no atletismo, o que não acontecia desde os jogos de 2000, em Sydney. Os alemães viviam um jejum só quebrado agora com a vitória de Harding no lançamento do disco.
 
A Austrália, até agora em jejum em termos de medalhas de ouro no atletismo, quebrou também o enguiço, graças a Sally Pearson, nova campeã olímpica dos 100 metros barreiras, que venceu com um novo recorde olímpico: 12 segundos e 35 centésimos.
 
Ivan Ukhov é o novo rei do salto em altura. O russo sagrou-se campeão olímpico com um salto de 2,38 metros, à frente do norte-americano Erik Kynard, que saltou 2,33, antes de falhar a tentativa de chegar aos 2,40. A medalha de bronze foi dividida ex-aequo por três outros atletas.
 
 
A maldição do chinês
 
Se este foi um dia de glória para uns, foi também um dia de desgraça para outros e que o diga Liu Xiang.
 
Cair uma vez é azar, cair duas vezes, em dois jogos olímpicos consecutivos é, sem dúvida, maldição.
 
Foi isso mesmo que aconteceu com Liu Xiang, a maior esperança da China para conseguir uma medalha no atletismo. Na primeira eliminatória dos 110 metros barreiras, Liu tropeçou na primeira barreira, caiu, lesionou-se e teve de abandonar a competição. Foi exatamente o mesmo cenário que se passou há quatro anos, quando Liu corria perante o público da casa, em Pequim.
 
Era a maior esperança dos chineses, isto porque tinha conseguido a medalha de ouro nos jogos de 2004, em Atenas.


 
 
Desaparecidos
 
Sete atletas dos Camarões estão desaparecidos, depois de terem participado nas provas olímpicas.
 
Pensa-se que estarão a tentar instalar-se no Reino Unido, em busca de uma vida melhor.
 
São seis homens e uma mulher - cinco pugilistas, ou seja toda a equipa de boxe dos Camarões, um nadador e a guarda-redes suplente da equipa feminina de futebol.
 
As regras de imigração estabelecidas com os Jogos Olímpicos permitem que os atletas e as famílias fiquem no Reino Unido até novembro, se quiserem, por isso até agora nenhuma regra foi quebrada.
 
A ação é mal vista nos Camarões, onde pensam que piora a imagem dos atletas do país e torna mais difícil a obtenção de vistos no futuro.
 
 
Atletas lusos
 
Finalmente, no que toca à participação dos atletas portugueses, destaque para a passagem à final da dupla Joana Vasconcelos e Beatriz Gomes, na categoria K2 500 metros (canoagem) e para o apuramento do cavaleiro Gonçalo Carvalho, montando o cavalo lusitano Rubi, para a fase final da prova de ensino.