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Egito: Fronteira com Gaza fechada e túneis tapados

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Egito: Fronteira com Gaza fechada e túneis tapados

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Continua tensa a situação na região do Sinai. O Egito fechou a fronteira com Gaza , junta à cidade de Rafah, e os cerca de 1200 túneis que ligam os dois territórios, alguns ilegais e usados para contrabando de bens e pessoas, estão a ser tapados.

O ataque de domingo a um posto de controlo fronteiriço em Rafah, que matou dezasseis polícias egípcios, provocou uma resposta violenta do Cairo contra grupos islamitas apontados como os responsáveis.

A cidade de Al-Arish, no noroeste do Sinai, foi um dos principais alvos. Esta quinta-feira, reforços bélicos foram enviados pelo governo do Egito para a região.

Em Gaza, sobe a apreensão face ao corte egípcio. “Acredito que o fecho da fronteira vai sufocar os palestinos. Estão a pressionar-nos. Esperamos que o novo governo do Egito, o governo da revolução, mostre piedade por estas pessoas, que nada têm a ver com o que se passou”, referiu um cidadão de Gaza.

Os meios de comunicação fazem, como sempre, parte da guerra. No Cairo, os jornais deram eco da demissão, por parte do presidente Mohamend Morsi, de alguns generais que vinham do tempo de Hosni Mubarak. Uma medida justificada pelo alegado conhecimento prévio que esses oficiais teriam tido do ataque em Rafah e de nada terem feito para o prevenir.

Uma parte dos egípcios gostou da medida do novo presidente. Outros veem-na como um golpe político para reforçar o peso no governo da Irmandade Muçulmana, o partido do presidente.

Na televisão, por fim, as imagens são da chegada de mais tanques à zona de conflito, onde outros postos fronteiriços têm sido atacados por forças rebeldes.