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Espanha: Médicos e enfermeiros juntos pelos imigrantes ilegais

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Espanha: Médicos e enfermeiros juntos pelos imigrantes ilegais

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Mais de 900 médicos assinaram um documento que lhes permitir assumirem-se como objetores de consciência e, dessa forma, recusar aplicar a polémica lei que o governo espanhol pretende ver em funcionamento a partir de 1 de setembro.
A medida do executivo de Mariano Rajoy prevê a recusa de cuidados médicos primários a todos os emigrantes ilegais em Espanha.

Ao lado dos médicos, estão também muitos enfermeiros. Em causa, está a proibição de atender os imigrantes ilegais a menos que estes paguem uma taxa especial de mais de 700 euros anuais. Um valor que pode chegar aos 1800, se os visados tiverem mais de 65 anos.

Salvador Tranche, da Sociedade dos Médicos espanhóis, defende que “esta lei não resolve nada”. “E, como profissionais, nós, os médicos de família, vamos continuar a prestar assistência tal como vínhamos a fazer até aqui”, garantiu.

As Juntas regionais da Andaluzia, das Astúrias, da Catalunha e do País Basco já anunciaram que não vão ratificar a nova lei. O vice-presidente da Junta andaluza, Diego Valderas, reforça as críticas.

“Não faz qualquer sentido. É completamente antissolidário. Esta lei não tem lógica nem cabimento. Não consigo perceber as pessoas que colocam quaisquer números acima do ser humano”, afirmou o vice.

A Segurança Social estima haver 150 mil imigrantes ilegais em Espanha. Mas podem ser muitos mais.

Os opositores desta nova lei defendem ainda que, se por um lado o governo consegue poupar alguns milhões de euros, por outro, o executivo de Mariano Rajoy vai gastar outros tantos para responder devidamente à corrida às urgências que se vai acentuar a partir de setembro.