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Rússia: Seita islâmica vivia num subterrâneo há dez anos

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Rússia: Seita islâmica vivia num subterrâneo há dez anos

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Mais de 70 pessoas, membros de uma seita islâmica, foram descobertas na periferia da cidade de Kazan, na Rússia: viviam numa catacumba sem qualquer luz solar. No grupo estavam 20 crianças e uma menor grávida.

Muitos dos membros da seita nasceram mesmo no subsolo e nunca tinham visto a luz solar até serem descobertos pelas autoridades russas, a 1 de agosto.

Ranis Bakhitov, da Polícia de Kasan, explica: “era um labirinto com espaços muito pequenos, de 2 metros por 3 metros. Mais de 60 adultos e cerca de 15 crianças viviam ali dentro.”

As crianças, entre um e os 17 anos, foram encaminhadas para hospitais, onde realizaram exames médicos, tendo sido depois levadas para orfanatos.

Quem vive perto do local, onde estavam fechadas estas pessoas, ficou chocado. “Aquilo não é forma de vida. As crianças não iam à escola, não tinham educação, nem assistência médica. Como se pode crescer assim?”, questiona um vizinho.

A seita auto-designava-se de “fayzarahmanista”, o nome do fundador Fayzrahman Satarov, de 83 anos, que se considera um profeta e a família um Estado islâmico independente.

Para já não houve detenções, mas os adultos foram acusados de abuso de menores. .