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Usain Bolt quebrou esta quinta-feira todos os feitos e lendas olímpicas. O jamaicano alcançou o estatuto que tanto perseguia e tornou-se no primeiro atleta da história a fazer a dobradinha dos 100 e 200 metros em dois Jogos Olímpicos seguidos. Depois do espetacular triunfo de Pequim há quatro, quando deixou o mundo de boca aberta a admirar o jamaicano mais rápido da história, Bolt queria transformar-se numa lenda. Para isso, não bastava ser o mais rápido, como tantos já o foram, não bastava vencer novamente os 100 metros e igualar o recorde de Carl Lewis, que triunfou nos 100 metros nos Jogos de Los Angeles em 1984 e em Seul 1988. Usain Bolt precisava de vencer nas duas distâncias para tornar-se único o primeiro a fazer a dobradinha seguida e tirar da memória nomes como Jesse Owens, Archie Hahn e Carl Lewis.

Esta quinta-feira, dia nove de agosto de 2012, Usain Bolt alcançou um feito que será muito difícil de bater, para além dos recordes do mundo dos 100 e 200 metros que já lhe pertencem e permaneceram intocáveis em Londres. O jamaicano entrou de forma triunfal para a sua prova preferida, os 200 metros. Assumiu o favoritismo desde o primeiro segundo e o público segui-o. Colocou-se na frente da corrida desde a partida e ainda relaxou nos momentos finais, permitindo a aproximação do compatriota Yohan Blake. O público esperava um duelo jamaicano ao sprint, mas Bolt deu dois passos à frente com a facilidade a que nos habitou e igualou o recorde de Michael Johnson nos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996: 19.32. Depois de cortar a meta, o jamaicano festejou de forma muito extravagante, levando o público presente no Estádio de Stratford ao delírio. Yohan Blake que confirmou o bom momento de forma ao vencer a prata e o outro jamaicano, Warren Weir completou o pódio.

Os EUA ficaram em branco nos 200 metros, mas compensaram com o triplo salto. Christian Taylor venceu a medalha de ouro com um salto de 17,81. O norte-americano de apenas 22 anos é também o campeão do mundo da modalidade e confirmou o favoritismo perante a ausência do português, Nelson Évora, campeão olímpico em Pequim. O compatriota Claye Will venceu a medalha de prata e o italiano Fabrizio Donato de 35 anos conquistou o bronze.

Ainda no atletismo, o queniano David Lekuta Rudisha, campeão mundial dos 800 metros, venceu a medalha de ouro e impôs um novo recorde do mundo para a distância: 1“40’91 é o novo tempo a bater. Nijel Amos do Botswana foi medalha de prata e o queniano Timothy Kitum de apenas 17 anos completou o pódio.

Boxe

Um dia histórico para o pugilismo feminino que se estreou em Londres como modalidade olímpica. E em ano de estreia, os britânicos fizeram as honras da casa com Nicola Adams a conquistar o primeiro título olímpico na categoria de 51 quilos. Adams derrotou a chinesa Ren Cancan, bicampeã do mundo, por 16 a 7.

Já na categoria de 60 quilos, Katie Taylor, tetracampeã mundial, garantiu, ao 13.º dia, o primeiro título olímpico para a República da Irlanda nos Jogos de Londres 2012, depois de bater a russa Sofya Ochigava no combate decisivo, por 10-8. Os irlandeses ainda só tinham assegurado uma medalha de bronze, sendo que não alcançavam o ouro desde Atlanta em 1996. O terceiro lugar do pódio nesta categoria foi conquistada por Mavzuna Chorieva, do Tajiquistão, e pela brasileira Adriana Araújo.

Por seu lado, a final da categoria de 75 quilos, a favoritíssima, norte-americana Claressa Shields venceu a russa Nadezda Torlopova, por 19-12. Marina Volnova, do Cazaquistão, e a chinesa Li Jinzi ficaram com o bronze.

Atletas Portugueses

Beatriz Gomes e Joana Vasconcelos confirmaram o bom momento de forma dos portugueses na canoagem na final de K2, mas não conseguiram alcançar o pódio. A dupla portuguesa esteve perto da medalha de bronze nos 500 metros da categoria K2, mas perdeu algum fôlego nos metros finais e ficou apenas em sexto lugar. Uma classificação que as atletas definiram como positiva, tendo em conta que esta era a primeira final olímpica. As portuguesas concluíram a prova em um 1“44’924 a quase um segundo do pódio e foram ultrapassadas pelas chinesas e austríacas nos metros finais.

A dupla alemã, Franziska Weber e Tina Dietze, vice-campeã do Mundo, terminaram em 1:42.213 e conquistaram a medalha de ouro, negando a revalidação do título às húngaras Katalin Kovacs e Natasa Douchev-Janics, campeãs olímpicas em Pequim.

Na final B individual de K1 500, Teresa Portela terminou em terceiro lugar. A atleta do Benfica não tinha alcançado a fina A, aquela que permita lutar pelas medalhas e por isso reclamou de alguma falta de motivação para lutar por um lugar cimeiro na prova de consolação.

A atleta do Benfica, de 24 anos, vai esta sexta-feira disputar as provas eliminatórias dos 200 metros da categoria K1. Teresa Portela revelou que pretende estar na final A e para Portugal é mais uma esperança por uma medalha olímpica.

Outra esperança caiu hoje por terra. O português Gonçalo Carvalho terminou no 16º posto na final de ensino (dressage) individual dos Jogos Olímpicos. O cavalo Rubi de Gonçalo Carvalho alcançou uma pontuação de 77.607. A vencedora, a britânica Charlotte Dujardin conquistou a medalha de ouro com 90.089. A holandesa Adelinde Cornelissen (88.196) ficou com a prata e a britânica Laura Bechtolsheimer (84.339) com o bronze.

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