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Risco de recessão na Alemanha

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Risco de recessão na Alemanha

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Aumentam os receios de uma recessão na Alemanha no segundo semestre. O ministro alemão da Economia evocou o peso da crise do euro sobre a economia do país para reduzir as expetativas em torno dos dados do crescimento do segundo trimestre, esperados na próxima semana.

Em julho, a taxa de inflação, em termos harmonizados e anuais, caiu para 1,9%, pela primeira vez desde dezembro de 2010.

Berlim, que durante os três anos da crise nunca deixou de ser o motor da economia europeia, tem acumulado fracos dados. As vendas a retalho recuaram e em relação à queda das exportações e das importações, o analista Robert Halver defende: “A economia global ainda não recuperou. Ainda cresce, mas não como antes. A Alemanha, enquanto país exportador, sofre com isso”.

As exportações caíram, em junho, 1,5%, devido à crise entre os parceiros europeus e à desaceleração da China. As encomendas às indústrias alemãs estão a recuar e a produção também.

Berlim espera agora que as baixas taxas de juro e o robusto mercado do trabalho, com um taxa de desemprego de 6,8%, em julho, permita relançar a procura interna. Mas não é certo, já que a maioria dos alemães teme que o pior está para vir.