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Minas antipessoais continuam a matar

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Minas antipessoais continuam a matar

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Foi a enterrar a mais recente vítima de uma mina antipessoal na Bósnia Oriental.

A criança de seis anos de idade integra a lista composta por cerca de 600 pessoas atingidas, mortalmente, por este tipo de engenho explosivo desde o fim da guerra.

A Organização das Nações Unidas estima que entre 1992 e 1995 tenham sido colocadas mais de três milhões destas minas na Bósnia-Herzegovina.

A mãe da criança não se conforma:

“Ouvi uma enorme explosão e alguém a chamar o meu nome. Só depois vi o meu marido com a criança nos braços. Um vizinho que estava a passar, parou o carro e levou-o para o hospital.
Pensamos que estava vivo, mas não.”

As estatísticas mostram que mais de 50 por cento das vítimas morre na explosão e que as restantes ficam gravemente feridas ou permanentemente inválidas.

Dados oficiais revelam que as minas antipessoais e engenhos explosivos ocupam cerca de 3 por cento do território bósnio. Isto 15 anos após a assinatura da Convenção não só proibia a utilização como, também, previa a destruição das minas antipessoais.