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Egito: presidente revoga poderes dos militares

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Egito: presidente revoga poderes dos militares

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O primeiro presidente eleito no Egito da era pós Mubarack decidiu anular a declaração constitucional adotada pelo exército que reforçava o poder dos militares. Uma decisão que surpreendeu o país e levanta receios.

Para tranquilizar os espíritos, Mohamed Mursi justificou:

“A decisão que tomei hoje não pretende atingir certas pessoas nem embaraçar as instituições. O meu objetivo é o benefício da nação e do povo”.

O presidente enviou para a reforma o marechal Hussein Tantaui, antigo ministro da Defesa e que dirigiu o Conselho Militar durante o período de transição depois da queda de Hosni Mubarak e o general Sami Anan, chefe do Estado Maior das Forças Armadas.

Para além disso, Mohamed Mursi, eleito no passado mês de junho, revogou o decreto constitucional que assegurava as prerrogativas dos militares no poder. A decisão, com efeito imediato, causou enorme surpresa num país onde os militares sempre desempenharam um papel de relevo no exercício do poder.

Para os islamitas, a decisão é motivo de regozijo e muitos celebraram no centro do Cairo.

As mudanças foram anunciadas num momento de grande tensão na província do Sinai, próximo da fronteira com Israel, onde os soldados lutam contra grupos de islamitas. Este domingo foram mortas sete pessoas.

Alguns analistas acreditam que o presidente aproveitou os incidentes do Sinai para fazer o anúncio, para evitar uma mobilização contra as mudanças nas chefias militares.