Última hora

Última hora

Prisioneiros da ETA em greve de fome

Em leitura:

Prisioneiros da ETA em greve de fome

Tamanho do texto Aa Aa

Multiplicam-se as ações para pedir a libertação do etarra Iosu Uribetxebarria que sofre de cancro.

Nas ruas de San Sebastian recolhem-se assinaturas, nas prisões francesas e espanholas dezenas de elementos da ETA estão em greve de fome.

A iniciativa mobiliza, atualmente, mais de uma centena de reclusos do grupo separatista basco.

A adesão de Arnaldo Otegi, detido desde 2009, deu uma nova força ao movimento que pede a liberdade condicional para Uribetxebarria, também ele em greve de fome.

Carlos Floriano do PP já respondeu:

“O Partido Popular defende o cumprimento estrito da lei e vai pedir para que não sejam feitas cedências perante greves de fome teatrais ou qualquer tipo de chantagem por parte de quem quer que seja.”

Uribetxebarria foi condenado em 1998 a 33 anos de prisão, juntamente com mais três elementos da ETA, pelo sequestro de um polícia.

O secretário-geral socialista considera que é preciso mudar a lei para evitar que situações como estas se repitam.

“Se o governo não tomar medidas, vamos recolher assinaturas dos cidadãos para avançar com uma iniciativa legislativa para resolver situações de política antiterrorista” afirma Alfredo Pérez Rubalcaba.

A ETA declarou em outubro o fim definitivo da luta armada, cerca de cinco décadas depois do início das operações onde foram mortas mais 800 pessoas.