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Egito: Concentração dos poderes do presidente cria receios


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Egito: Concentração dos poderes do presidente cria receios

O primeiro presidente civil eleito no Egito acabou com a supremacia do poder militar no país. Mais do que surpresa, a decisão provocou alguns receios.

Se a Irmandade Muçulmana se congratula com a concentração dos poderes presidenciais, uma parte da população teme a abertura de uma porta para uma nova ditadura, ou mesmo a possibilidade de os militares desencadearem um novo golpe de estado.

Mas, para o analista Mohamed Mugahed, do centro Nacional de Estudos do Médio Oriente, “o presidente pôs fim ao papel do Marechal Tantawi e de outros lideres militares, mas na base de um acordo e a escolha do general Al-Sisi como novo ministro da Defesa foi recomendada para dar garantias à instituição militar, uma vez que ele foi chefe de gabinete de Tantawi durante muitos anos”.

A verdade é que a instituição militar quase não reagiu e, num país onde os militares estão há décadas ligados ao exercício do poder, alguns media não deixam de acentuar que Mohamed Mursi concentra mais poderes e guarda mais prerrogativas que as de Hosni Mubarak, derrubado sob a pressão do povo, há um ano e meio.

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