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Tensão racial na Grécia

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Tensão racial na Grécia

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Na Grécia, os ataques contra os imigrantes multiplicaram-se de forma alarmante.

Cerca de 130 mil imigrantes ilegais entram anualmente no país, a maioria pela fronteira com a Turquia.

O alerta é lançado por varias organizações que têm constatado o aumento da violência racista no país e defendem que
as recentes operações, levadas a cabo pelo Governo de Atenas, contra os clandestinos reforçaram o espírito antiemigração.

Javied Aslam, Presidente da Comunidade Paquistanesa na Grécia e membro da Associação dos trabalhadores emigrantes:

“Nos últimos 6 meses, de acordo com os últimos testemunhos, mais de 500 pessoas disseram ter sido vítimas de ataques fascistas. Desde os últimos três meses até agora, começaram os ataques verbais, depois vieram os bastões e agora as armas brancas. Nas últimas três semanas mais de vinte pessoas foram esfaqueadas e tiveram de ser assistidas no hospital.”

As organizações sugeram que os ataques estão associados ao partido de extrema direita “Amanhecer Dourado” que tem representação parlamentar, desde as eleições de junho.

Javied Aslam: “As pessoas estão muito assustadas e agora não dizem nada a ninguém. É terrível, uma péssima situação.”

As autoridades calculam que meio milhão de pessoas viva clandestinamente no país.

A crise económica e uma percentagem de desemprego sem precedentes estimulam as reações contra os emigrantes que são acusados de ocupar os poucos postos de trabalho e de ser responsáveis pelo aumento da criminalidade na Grécia.