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Japão: Visita de ministros ao santuário de Yasukuni contestada pela Coreia do Sul

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Japão: Visita de ministros ao santuário de Yasukuni contestada pela Coreia do Sul

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No dia em que se assinala o 67° aniversário da capitulação do Japão, a visita de dois ministros nipónicos ao controverso santuário de Yasukuni, em Tóquio, em honra dos soldados japoneses mortos, causou o desagrado da Coreia do Sul.

A má reputação do templo de Yasukuni deve-se ao facto de os nomes de 14 criminosos de guerra japoneses, condenados pelos Aliados no fim da II Guerra Mundial, terem sido secretamente acrescentados, em 1978, aos nomes dos 2,5 milhões de soldados mortos pelo Japão.

O templo é venerado pelos nacionalistas nipónicos, sendo considerado na Ásia como o símbolo do passado militarista do Japão.

O Presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, recordou no 67.º aniversário da Independência da Coreia face ao Império Japonês, que Tóquio deve resolver os conflitos do passado para melhorar as relações bilaterais.

Lee disse ainda que o Japão deverá resolver especificamente o caso das cerca de 200 mil mulheres de países ocupados pelo Japão, das quais mais de metade eram coreanas, que foram forçadas durante a II Guerra Mundial a prestarem serviços sexuais aos soldados japoneses.

Esta polémica está ligada a outra causada da pela disputa territorial das ilhas Dodko, que apesar de desabitadas podem albergar no subsolo importantes reservas de petróleo e gás natural.