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Rússia: Juíza do caso Pussy Riot colocada sob proteção policial

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Rússia: Juíza do caso Pussy Riot colocada sob proteção policial

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A juíza que está a julgar os elementos da banda punk Pussy Riot foi colocada sob proteção policial. As três jovens que em fevereiro entoaram uma oração punk na Catedral do Cristo Redentor, em Moscovo, deverão conhecer o veredicto esta sexta-feira. As músicas russas arriscam três anos de prisão por hooliganismo e incitação ao ódio religioso.

A responsável pelo serviço de imprensa do tribunal de Moscovo, Anna Usacheva, afirmou que a decisão de proteger a juíza Marina Syrova se deveu “ao número crescente de ameaças” contra a magistrada, muitas das quais “surgiram na internet”.

O caso das Pussy Riot dividiu a sociedade russa e atingiu projeção internacional. No dia 21 de fevereiro a banda investiu a Catedral e entoou uma oração à Virgem para afastar Putin do poder. As três ativistas pretenderam com esta ação denunciar as ligações entre a Igreja Ortodoxa russa e o Kremlin.

A atuação das Pussy Riot ultrajou os fiéis ortodoxos mas levou também muitos russos a questionar o papel da Igreja na política nacional. Críticas que o Patriarca Kiril rejeitou esta quinta-feira.