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Massacre na África do Sul: polícia alega legítima defesa

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Massacre na África do Sul: polícia alega legítima defesa

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O massacre de mineiros na África do Sul gera revolta. Mais de 30 trabalhadores foram abatidos a tiro em confrontos com a polícia, na passada quinta-feira. A imprensa fala de um “banho de sangue”.

Os operários das minas de platina manifestavam-se na cidade de Marikana, a 100 quilómetros de Joanesburgo. A polícia abriu fogo sobre um grupo de trabalhadores e alega ter disparado em legítima defesa.

Riah Phiyega, Comissária da Polícia: “Os membros da polícia tentaram contra-atacar o avanço com canhões de água, gás lacrimogéneo, assim como granadas de luz. Os membros da polícia tiveram que usar a força para se proteger dos ataques do grupo.”

O ataque já foi considerado o maior massacre na África do sul desde o fim do Apartheid, no início da década de 90.

Ofentse Dlamini, estudante universitário: “Sim, creio que a polícia exagerou muito, porque o que fizeram foi tão injusto deviam ter continuado com gás lacrimogéneo balas de borracha apenas. E não usarem balas para matar os mineiros.”

Kopanang Mabaso, residente: “Ainda acredito que a situação podia ter sido muito melhor controlada. Podia ter sido contida, mas o que aconteceu, aconteceu. Creio que nos leva de volta para queles anos. Lembrou-nos dos anos do passado.”

Os mineiros estavam em greve, que foi considerada ilegal pela empresa britânica proprietária da mina.

Reivindicavam aumentos salariais e recusavam a desmobilização, apesar das pressões. O massacre aconteceu perante as câmeras e está a ser divulgado por todo o mundo.