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Rússia: Ex-Beatle apoia Pussy Riot em vésperas do veredicto

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Rússia: Ex-Beatle apoia Pussy Riot em vésperas do veredicto

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É conhecido esta sexta-feira, em Moscovo, o veredicto das Pussy Riot. O caso está a gerar várias reações em todo o Mundo. Esta quinta-feira, foi a vez de Paul McCartney escrever uma missiva de apoio às três mulheres detidas em fevereiro.

As três integrantes da banda russa Pussy Riot são acusadas de vandalismo e incitamento ao ódio religioso depois da invasão a uma catedral moscovita, onde entoaram uma canção apelando à Virgem Maria para destituir o presidente russo Vladimir Puttin.

O ex-Beatle junta-se assim a Madonna, a Peaches e a outras estrelas internacionais num esforço mediático em defesa da liberdade de expressão.

Entre os cidadãos russos, as opiniões, contudo, divergem. “A ação delas resultou numa atuação estéril. Não feriu ninguém. Foi tudo encenado para distrair o povo da situação política complicada que a Rússia atravessa”, afirmou o crente ortodoxo Pavel.

Contundente foi, por outro lado, Lyudmila Vladimirovna, também ela ortodoxa: “Elas devem responder de acordo com a lei. Vão ter a pena que o tribunal decidir. Mas deviam responder também pelo ato diabólico que cometeram. Eu acredito que isto foi obra do Diabo.”

Na quarta-feira, entretanto, um grupo de apoiantes das Pussy Riot juntou-se à porta da mesma catedral de Moscovo, protagonizando um novo “flash mob”. A polícia interveio e dispersou à força os apoiantes das três detidas.

O veredicto é previsto ser conhecido esta sexta-feira ao meio dia, hora de Lisboa. A acusação pede três anos de prisão para cada uma das mulheres.