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Irão: Celebração de Al-Quds aumenta receios de guerra

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Irão: Celebração de Al-Quds aumenta receios de guerra

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Comemorou-se sexta-feira o chamado dia de Al-Quds ou de Jerusalém. É uma celebração que tem no Irão o principal foco, mas que acontece um pouco por todo o mundo árabe onde proliferam crentes xiitas, a segunda maior fação islamita.

Em Gaza, por exemplo, cerca de mil e quinhentas pessoas juntaram-se para celebrar o dia de Al Quds.

A festa de Al-Quds foi criada em 1979 no Irão, por solidariedade com a Palestina, e serve também para os xiitas criticarem Israel e o regime sunita.

O secretário geral do Hezzbollah, numa comunicação via vídeo, aproveitou a celebração para ameaçar Telavive caso o Líbano ou o Irão sejam atacados. Hassan Nasrallah avisou que a oranização que representa tem poder suficiente para matar dezenas de milhares de israelitas.

O presidente do Irão aproveitou também os festejos em Teerão para visar Telavive. Mahmoud Ahmadinejad falou de Israel como “um insulto para toda a humanidade” e descreveu os sionistas como “um tumor” que deve ser erradicado. Uma vez mais, o líder iraniano condenou a ocupação israelita dos territórios da Palestina.

Israel prepara-se As acusações do Irão e as ameaças do Hezbollah estão a fazer com que Telavive comece a levar cada vez mais a sério uma eventual guerra. A distribuição de máscaras de gás intensificou-se em Israel e um novo sistema de alerta nacional para eventuais ataques ao país está a ser testado.

Um responsável israelita chegou mesmo a admitir que um ataque ao país poderá provocar meio milhão de vítimas.

Países como os Estados Unidos ou a França já condenaram as polémicas declarações iranianas de sexta-feira.