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Rússia: Estados Unidos apelam à revisão do caso das Pussy Riot

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Rússia: Estados Unidos apelam à revisão do caso das Pussy Riot

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A condenação de dois anos de prisão para cada uma das três detidas da banda Pussy Riot está a ameaçar sair pela culatra à Rússia. A sentença conhecida esta sexta-feira motivou várias mensagens de apoio ao trio condenado, inclusive, dos Estados Unidos, que apelam à Rússia para rever o processo em nome da liberdade de expressão.

“Os Estados Unidos estão preocupados tanto com o veredicto como com as sentenças desproporcionais impostas por um tribunal de Moscovo, no processo contra os membros da banda Pussy Riot. Mas também com o impacto negativo sobre a liberdade de expressão na Rússia”, afirmou, em comunicado, Victoria Nuland, porta-voz do governo, citada pela Reuters.

À porta do tribunal onde foi lida a sentença, em Moscovo, as opiniões dividiam-se. Alexey Navalny, crítico do atual governo de Putin, era uma das vozes russas de apoio ao manifesto das Pussy Riot. “Para nós, para todos, mesmo para aqueles que não gostavam das Pussy Riot, isto é uma demonstração da degradação dos nossos direitos. O que aconteceu é uma inquisição. Quando o juiz disse que ‘hooliganismo’ significa falta de respeito, bem, o que na verdade aconteceu hoje em tribunal é que foi falta de respeito”, defendeu Navalny.

Opinião contrária tem Alexander Parkhomenko, ativista anti-Pussy Riot: “Não foi suficiente! Queremos o maior castigo possível, mais pesado. O que elas fizeram, merece um castigo severo. A acusação tomou a decisão adequada.”

Em frente do tribunal, tal como aconteceu em muitas cidades um pouco por todo o Mundo, centenas de pessoas juntaram-se para se manifestarem contra e a favor do castigo às Pussy Riot. Cerca de 50 pessoas, entre críticos e apoiantes da condenação, acabaram detidas pelas autoridades.