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Observadores da ONU abandonam a Síria

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Observadores da ONU abandonam a Síria

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A missão da ONU abandonou a Síria esta segunda-feira. Os combates que se registam por todo o país sentenciaram os esforços dos observadores das Nações Unidas que tentaram monitorar um cessar-fogo acordado em abril mas que nunca saiu do papel. O número de capacetes azuis chegou a atingir as três centenas mas em junho suspenderam as operações. A partida definitiva dos observadores da ONU retrata o falhanço da diplomacia internacional.

De visita a um campo de refugiados na Turquia, o dirigente do Conselho Nacional Sírio, Abdulbaset Sied, manifestou muitas dúvidas quanto à nomeação de um novo emissário da ONU:

“-Lakdhar Brahimi é um diplomata bem-sucedido. Conhecemo-lo bem mas o problema não é a sua nomeação, o problema é ter um pouco de bom senso e parar os massacres na Síria e alcançar o que o povo deseja. Mas, honestamente, não creio que o regime queira ter bom senso neste momento.”

Entretanto a situação humanitária arrisca deteriorar-se. A Turquia acolhe atualmente cerca de 70 mil refugiados. De acordo com a imprensa turca, o chefe da diplomacia de Ancara afirmou que se este número atingir os cem mil a ONU poderá ter de construir campos de acolhimento em território sírio.