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Reino Unido e UNOSUR mantêm braço de ferro orquestrado por Baltazar Garzon sobre Assange

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Reino Unido e UNOSUR mantêm braço de ferro orquestrado por Baltazar Garzon sobre Assange

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Londres mantém o braço de ferro com o Equador e nega direito à fuga de Assange.

Julian Assange vive há quase dois meses na embaixada do Equador, em Londres. Num pequeno escritório sem janelas, mas com Internet, passadeira de ginástica e uma luz solar, o fundador do Wikileaks passa as 24 horas do dia.

De uma janela da embaixada, Assange conseguiu a inesperada supresa mediática no domingo.

“Peço ao Presidente Obama que tome a atitude certa. Os Estados Unidos têm de desistir da “caça às bruxas” contra o WikiLeaks. Os Estados Unidos devem dissolver a investigação do FBI.”

A ameaça britânica de uma detenção em embaixada alheia irritou o governo de Quito, que obteve todo o apoio dos chefes de diplomacia das na4ões sul-americanas, UNASUR, convocadas pelo Equador.

Ali Rodriguez, de Espanha, manifestou o desagrado:

“Expressamos o nosso apoio ao Governo do Equador perante a ameaça do Reino Unido de violação do local de missão diplomática. Reiteramos o direito soberano dos estados de conceder asilo.”

Os defensores equatorianos da liberdade de expressão em geral, também expressaram solidariedade com Assange perante as câmaras:

“Como podem ver, estão centenas de polícias em redor da embaixada e, como latino, considero que é uma ameaça à nossa liberdade, sentimo-nos todos ameaçados com o aviso britânico de entrar na nossa embaixada”.

O Reino Unido reafirma não estar interessado em fornecer um salvo conduto nem dar garantias ao ativista de não ser detido.

O advogado, Baltazar Garzón, ex-magistrado explicou que o cliente não está a fugir da justiça sueca, mas à procura de garantias mínimas para responder às acusações em questão.