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Rússia é o 156° membro da OMC

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Rússia é o 156° membro da OMC

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A Rússia tornou-se oficialmente no 156° membro da Organização Mundial do Comércio (OMC).

A adesão russa, ao mesmo tempo que a das Ilhas Vanuatu, no Pacífico, foi saudada pela União Europeia, o principal parceiro comercial da Rússia.

O Kremlin conta agora com os benefícios económicos que, de acordo com o Banco Mundial, irão representar um impulso de 3% do PIB, por ano, a curto prazo.

Dmitry Sredin, analista do Sberbank, defende: “A adesão russa à OMC é um sinal positivo para os investidores ocidentais e para todas as empresas que trabalham com a economia russa. Esperamos um crescimento económico a médio e longo prazo”.

O protocolo de adesão foi assinado a 16 de dezembro, após quase duas décadas de negociações difíceis.

A partir de meados de setembro, Moscovo terá de começar a reduzir as taxas aduaneiras. As receitas vão cair, mas Pascal Lamy, diretor geral da OMC, destaca um dos pontos positivos: “A Rússia adere ao sistema mundial de comércio com uma estrutura de exportação muito concentrada no petróleo e no minério, que representam mais de dois terços das exportações russas. Esta adesão deverá ser uma contribuição importante para a futura diversificação”.

A economia russa era até agora a maior fora da OMC. Para o setor energético, o fim das barreiras comerciais não terá grande impacto. O mesmo não se poderá dizer da indústria automóvel ou da agricultura, por exemplo.