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Amnistia Internacional alerta para "terrível violência" em Aleppo

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Amnistia Internacional alerta para "terrível violência" em Aleppo

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A Amnistia Internacional denuncia situações de “terrível violência” para os civis na cidade síria de Aleppo. A organização de defesa dos direitos humanos esteve na região e no último relatório acusou o regime de Bashar al-Assad de bombardear de maneira indiscriminada os bairros residenciais.

Além disso, garante são usadas armas sem precisão, como bombas não teleguiadas, o que representam um enorme perigo para os civis.

Entretanto, e depois das ameaças dos Estados Unidos e do Reino Unido, de avançar com uma intervenção na Síria, caso sejam usadas armas químicas, o vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, afirmou que recebeu garantias do governo de Assad que não serão utilizadas essas armas químicas.

Com armas não químicas, com tropas e tanques, o exército oficial invadiu uma cidade perto da capital, Daraya. A localidade sunita passou 48 horas sob o fogo de canhões e helicópteros e os rebeldes abandonaram a zona.
25 pessoas morreram e 200 ficaram feridas na cidade.
Mas de acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos, só na região de Damasco, morreram mais 100 pessoas.

“Recebemos da Síria garantias muito claras de que o governo não vai utilizar armas químicas, que fará tudo para que as armas químicas se mantenham onde estão”.

O vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, Gennady Gatilov, disse ontem ter garantias de que o regime de Bashar Assad não usará armas químicas nos confrontos com grupos rebeldes. A suspeita foi levantada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em julho, com o aumento da intensidade nos combates.
Em entrevista à agência de notícias Associated Press, o representante russo disse que Moscou e o governo sírio estão trabalhando para assegurar que o arsenal não seja usado contra terroristas.
Ele também considerou que o país concorda completamente com os Estados Unidos na necessidade de prever o uso das armas de destruição em massa por ambos os lados do conflito.
Na última segunda, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que os EUA mudarão sua posição em relação à Siria caso armas químicas ou biológicas sejam utilizadas nos confrontos. A declaração foi interpretada como uma insinuação a uma intervenção militar.
No dia seguinte, o vice-primeiro-ministro da Síria, Kadri Dzhamil, afirmou que Obama usa tom eleitoreiro ao comentar a crise e que o Ocidente busca desculpas para invadir a Síria.
“No que se refere às declarações de Obama, são umas ameaças provocadoras e propagandistas. Uma intervenção militar direta na Síria é impossível porque quem pensa sobre isso está caminhando para um confronto maior que as fronteiras do país”, disse.
Confrontos Ontem, forças do governo e da oposição continuam a se enfrentar no país. Ativistas rebeldes informam que pelo menos 70 pessoas morreram em enfrentamentos em todo o país, especialmente na capital Damasco, em que intensos bombardeios são feitos a bairros com maioria de insurgentes.
Ativistas informam que cerca de cem pessoas foram presas pelo Exército e as milícias armadas aliadas a Assad, conhecidas como “shabbiha”. Nas ações, pelo menos 29 pessoas morreram.
Enquanto os combates ocorriam na capital, o grupo opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos relatou que o Exército recuperou um bairro cristão de Aleppo, a segunda maior cidade do país, que há um mês quase foi tomada pelos rebeldes. Nos últimos dois meses, as duas cidades são os principais palcos dos combates.
A entidade também aumentou sua estimativa de número de mortos no conflito, chegando a 25 mil. A contagem da ONU (Organização das Nações Unidas), revelada no início de agosto, registar 15 mil óbitos.