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Tragédia norueguesa anunciada: Breivik tinha cadastro

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Tragédia norueguesa anunciada: Breivik tinha cadastro

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A 22 de julho de 2011, o norueguês Anders Behring Breivik, de 24 anos, disfarçado de polícia, começou por deixar uma carrinha com cerca de uma tonelada de explosivos em Oslo, num quarteirão de edifícios governamentais.

Quando a bomba explodiu e matou oito pessoas, já Breivik, vestido de polícia, iniciava o massacre na ilha de Utoya.

Nos arredores da capital norueguesa, na ilha, um acampamento da juventude socialista, todos os presentes foram alvo de um tiroteio à queima roupa, que causou 67 mortos e 300 feridos, além das sequelas psicológicas em todos os sobreviventes e familiares.

Passaram mais de três horas entre o atentado de Oslo e a prisão de Breivik em Utoya e mais de 35 minutos entre o momento em que a primeira patrulha da policia, chegou às margens do lago e o momento em que a força de intervenção desembarcou na ilha de Utoya .

No total, morreram 77 pessoas.

O extremista de 33 anos pediu para ser ilibado das acusações de terrorismo, alegando que estava a defender a Noruega do multiculturalismo e da imigração.

Antes de proceder aos atentados, Breivick escreveu um manifesto de 1500 páginas, divulgado na Internet, que contem pormenores sobre toda a organização, com a promoção de ideias nacionalistas e denúncia do que chama marxismo cultural que favoreceu a islamização da Europa.

Uma comissão independente de inquérito aos ataques do ano passado na Noruega, entregue ao primeiro-ministro, aponta uma série de falhas aos serviços de segurança, que impediram que Andreas Breivik fosse detido mais cedo. O documento conclui também que os atentados podiam ter sido evitados se Breivik tivesse sido detido.

O terrorista já tinha cadastro por posse de armas.

O chefe da Polícia, que tinha tomado posse uns dias antes do atentado, demitiu-se em consequência do inquérito.

Apesar de tudo, a comissão tem elogios para o governo norueguês, na forma como geriu a comunicação com o público, apesar de ter sido alvo de um ataque direto, e para os serviços médicos de emergência, pela forma como ajudaram os feridos e a população.

O relatório diz ainda que o controlo das armas “é inadequado”, apesar de “a Noruega ser um país com um grande número de armas” e sugere que não houve uma compreensão correta de que “uma pessoa a agir sozinha pudesse causar tanta devastação”.