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Bélgica: Michelle Martin, da prisão para o convento?

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Bélgica: Michelle Martin, da prisão para o convento?

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O Supremo Tribunal belga pronuncia-se, hoje, se Michelle Martin, a ex-mulher do pedófilo e homicida belga, Marc Dutroux, sai em liberdade condicional depois de ter cumprido mais de metade da pena de trinta anos.

Martin foi autorizada a entrar no convento das clarissas em Malone, perto de Namur, caso saia em liberdade condicional.

A população local está contra.

“Temos receio por causa dos nossos filhos e claro, pelas outras crianças também. Ela vai estar livre e muito perto de uma creche e de escolas… Quando ela puder sair, o que vai acontecer? Se ela encontrar outro louco, o que é que ela vai fazer?”, questiona Celine Doignies.

O tribunal de Mans, precisou de reunir cinco vezes, desde 2007, para se decidir sobre o pedido de liberdade condicional de Michelle Martin.

Os pais das vítimas opõem-se à decisão e pedem às autoridades belgas uma reforma judicial de modo a impedir que seja concedida a liberdade condicional a crimes desta natureza.

“Em relação a Michelle Martin, com certeza, é tarde demais. Nós não podemos encontrar uma lei retroativa, por isso é demasiado tarde. Mas em relação a outros que cometeram crimes igualmente maus, haverá uma reforma a fazer por parte do departamento da justiça”, diz o pai de Julie Lejeune, Jean-Denis Lejeune.

Michelle Martin foi considerada culpada por envolvimento no sequestro das jovens vítimas do então marido, Marc Dutroux, e de ter deixado morrer de fome Julie Lejeune e Melissa Russo, as duas de oito anos, numa casa de Marcinelle, perto de Charleroi, na Bélgica.