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Mineiros sul-africanos continuam em greve

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Mineiros sul-africanos continuam em greve

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O conflito social agrava-se na mina sul-africana de Marikana. Esta segunda-feira, apenas 13 por cento dos 28 mil empregados retomou o trabalho. Em comunicado, o grupo mineiro Lonmin indica, ainda, que muitos trabalhadores foram intimidados e impedidos de aceder à mina.

Os grevistas continuam a reclamar importantes aumentos salariais. “Não tenho medo porque estou a lutar por algo que tornará a minha vida melhor. O dinheiro vai ajudar a minha família.”, explica um grevista, que continua: “ Atualmente, sou o ganha-pão lá de casa. O dinheiro que ganho é pouco, não chega para ajudar a minha família.”

Cerca de 250 grevistas, detidos após os incidentes de 16 de agosto, devem, agora, ser presentes a tribunal. Enfrentam acusações que vão de violência pública a homicídio.

Ao todo, os confrontos entre grevistas e forças da ordem provocaram 44 mortos, entre os quais dois agentes. A polícia alega legítima defesa mas, segundo a imprensa local, os relatórios das autópsias indicam que os mineiros foram baleados nas costas.

O presidente sul-africano, Jacob Zuma, mandou criar uma comissão especial de inquérito.