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Adolescentes que fumam 'charros' tornam-se menos inteligentes

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Adolescentes que fumam 'charros' tornam-se menos inteligentes

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Enrolar um ‘charro’ é um gesto habitual para muitos adolescentes mas que tem graves consequências para as suas capacidades intelectuais.
 
Um estudo conjunto dos Estados Unidos e da Nova Zelândia permitiu provar que os adolescentes que fumam canábis de forma persistente e dependente perdem até oito pontos de Quociente de Inteligência, o chamado QI.
 
“O cérebro dos adolescentes é particularmente sensível aos efeitos negativos de substâncias como a canábis. O QI é importante em vários aspetos da vida: em termos educativos, no mercado de trabalho e também no que respeita à saúde mental”, explica Richie Poulton, Diretor de Investigação em Saúde na Universidade neozelandesa de Otago.
 
O estudo foi conduzido ao longo de 40 anos, em mais de mil pessoas: fumadores regulares de canábis e não fumadores. O QI dos participantes foi comparado aos 13 anos e aos 38. Para além de perderem pontos de QI – medida, normalmente, inalterável, ao longo da vida -, os fumadores mostraram menos vivacidade de espírito e menores capacidades de concentração e de memória.
 
Quanto aos fumadores que só começaram a fumar canábis em adultos, esses não apresentam uma diferença de QI face aos não fumadores.
 
Para Abe Gray, um ativista pró-canábis, o aspeto positivo deste estudo é que “a mensagem de que a canábis pode ser prejudicial para certos jovens que a utilizem em excesso, felizmente, não foi transformada em algo como ‘a canábis destrói o cérebro de toda a gente’.”
 
O estudo não avalia, contudo, os efeitos do abandono ou da redução do consumo em fases posteriores da vida, mas prova que o uso de canábis durante a adolescência impede, de facto, o bom desenvolvimento do cérebro.