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Espanha: A angústia do fim do mês

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Espanha: A angústia do fim do mês

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Chegar ao fim do mês e conseguir pagar as contas é cada vez mais uma angústia para muitas famílias em Espanha.

Purificación e César Aguado têm dois filhos e são o espelho da sociedade espanhola.

Ela está desempregada ele perdeu o emprego, como eletricista e sobrevive à custa de trabalhos temporários, como camionista.

“As minhas expectativas são muito negativas porque, de momento, estou apenas a substituir pessoas que estão de férias. Segundo as minhas expectativas, devo ser posto na rua a 15 de setembro”, prevê César.

Aos 39 anos Purificación está desempregada há dois, estando já a receber o Subsídio Social de Desemprego Subsequente.

Purificación apenas que trabalhar: “não estou a pedir nenhuma ajuda económica. Peço uma oportunidade de arranjar um trabalho, de conseguir manter a minha casa. Não é necessário ser nada muito caro, mas um modo de manter a minha casa com a mínima qualidade.”

O governo espanhol anunciou que o Subsídio Social de Desemprego Subsequente vai subir para 450 euros. Alguns analistas, como Ignacio Cantos, consideram a medida errada.

“O governo deve tentar criar mais políticas de incentivo ao emprego e não tanto em dar benefícios aos desempregados pois isso atrasa a procura de emprego.”

De acordo com os números relativos ao segundo trimestre de 2012, a Espanha tem cinco milhões e 700 mil desempregados, ou seja, 24,6 por cento da população ativa está sem emprego.

Situações como a da família Aguado tendem a ser cada vez mais frequentes em Espanha.