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Síria: o dia seguinte

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Síria: o dia seguinte

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A Síria ainda vive em guerra civil, mas os analistas e a oposição estão a preparar.
a era pós-Assad Al Bachar.

Um grupo de opositores sírios apresentou um projeto chamado “O dia seguinte” em que solicita apoio militar ao Ocidente e adianta propostas para a transição.

O documento pretende dissipar os receios de que o caos se apodere do país depois da queda de Assad e de que a oposição não possa chegar a acordos básicos.

O historiador Amr al Azm, é um dos autores do projeto:

“O desafio agora é saber como vamos reconstruir o país. A Síria está em pleno processo de destruição, há uma guerra, assassinatos, um número incalculável de mortos, e são fatores que há que ter em conta.- Também é preciso lembrar que a economia está em colapso; é preciso manter os hospitais a trabalhar, pagar os salários, garantir a segurança, todas estas responsabilidades têm de ser atribuidas para não caírmos no caos”.

O grupo conta com o apoio de instituições norte-americanas e alemãs e reuniu-se seis vezes em Berlim, desde o início do ano. Nos debates participaram 45 pessoas, entre as quais representantes de grupos que lutam contra o regime de Al Assad na Síria e opositores do regime no exílio.

Amr Al Azm:

“- Isto é só uma plataforma de ideias e de informação, mas não são nem de longe as únicas propostas na mesa. Há outros grupos que tentam contribuir com respostas e soluções para preparar o caminho quando chegar a hora de ajudar o governo de transição. Não nos vemos como os únicos capazes de contribuir com soluções nem como os detentores da resposta final.”

Entre os desafios fundamentais definidos pelo documento, estrura-se a criação de um aparelho de justiça de acordo com os Direitos Humanos, a reforma dos aparelhos de segurança, e a criação de uma nova Constituição representativa da diversidade.

Complete interview with Amr Al-Azm (in English)