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Bruxelas criticou, esta quarta-feira, a decisão judicial que confirmou a pena de prisão da ex-primeira-ministra da Ucrânia, Julia Timoshenko. Tanto este acórdão como a mais recente condenação do ex-ministro do Interior, Yury Lutsenko, são vistos pela Comissão Europeia como perseguições políticas para limitar a oposição no escrutíneo de 28 de Outubro.

“Lamentamos que as consequências da atual situação impeçam dois importantes líderes da oposição de participarem nas eleições parlamentares, já que estes julgamentos não respeitaram os padrões internacionais que definem um sistema legal como justo, transparente e independente. Salientamos que é de vital importância que as autoridades da Ucrânia corrijam as consequências da justiça seletiva de que foram alvo a senhora Timoshenko e o senhor Lutsenko”, disse o comissário europeu para o Alargamento e Política de Vizinhança, Stefan Fule.

A chamada justiça seletiva tem sido um dos principais argumentos da União Europeia para manter congelada a futura assinatura de um acordo de parceria com este gigante do leste europeu.

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