Última hora

Última hora

Paul Ryan: o "furacão" da convenção republicana

Em leitura:

Paul Ryan: o "furacão" da convenção republicana

Tamanho do texto Aa Aa

Como um furacão, o quase desconhecido número dois de Mitt Romney fez uma entrada estrondosa no segundo dia da convenção republicana na Florida.

No seu discurso de investidura, Paul Ryan garantiu que a recuperação da economia americana passa por decisões dificéis não poupando críticas ao legado da administração Obama.

“Ele diz que comunicou bastante. Senhores e senhoras, nestes últimos quatro anos as palavras sobraram vindas da Casa Branca. O que faltou foi liderança”.

As críticas ao desempenho económico e à reforma da segurança social de Barack Obama dominaram quase a integralidade da intervenção de Ryan, como num ensaio geral para o discurso de Mitt Romney, esta quinta-feira.

“O projeto ‘Obamacare’ consiste em mais de duas mil páginas de regras, mandatos, taxas e multas que não tem qualquer sentido num país livre”.

Dezoito dias depois de Romney ter anunciado a escolha de Ryan para candidato à vice-presidência, o deputado do Wisconsin confirma o discurso conservador dos republicanos, com a austeridade a contrastar com a promessa de redução dos impostos.

Um “furacão” que compensa algumas das lacunas de Romney que esta noite poderá surgir mais presidenciável do que nunca no seu discurso de investidura, com as sondagens a apontarem pela primeira vez um empate com Obama a 43% das intenções de voto.

Para limitar os efeitos do “vendaval” de críticas vindas de Ryan, a campanha democrata difundiu hoje um vídeo onde acusa o político de querer “regressar a um passado longínquo”, com a sua proposta de privatizar parte da “Medicare”, o sistema de segurança social destinado à terceira idade.