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Imã detido no Paquistão sob suspeita de blasfémia

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Imã detido no Paquistão sob suspeita de blasfémia

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A polícia paquistanesa deteve o imã que forjou as provas que levaram à detenção de uma jovem cristã, acusada de profanação do Islão.

O homem tinha colocado páginas do Corão sobre um conjunto de folhas queimadas pela jovem, para tentar culpá-la de blasfémia.

A jovem foi detida e acusada formalmente há duas semanas e aguarda julgamento. Se for considerada culpada poderá ser condenada a prisão perpétua.

A detenção do imã surge na sequência do testemunho do assistente e de alguns vizinhos que declararam que este tinha juntado as páginas do Corão aos papéis queimados pela jovem.

As testemunhas acrescentaram que tentaram dissaudir o imã de fabricar falsas provas, mas ele terá alegado que era “a única forma de fazer expulsar os cristão do bairro”.

Ao colocar as páginas do livro sagrado junto das folhas queimadas, o imã profanou ele próprio o Corão e está agora também acusado de blasfémia.

Este caso ocorreu num bairro pobre dos arredores de Islamabad, a capital do país e voltou a abrir o debate sobre as penas previstas para os casos de blasfémia e sobre as relações e os atos de vingança muitas vezes fabricados contra as minorias religiosas.