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PE:"Fendas" em Bruxelas reabrem debate sobre edifício em Estrasburgo

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PE:"Fendas" em Bruxelas reabrem debate sobre edifício em Estrasburgo

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A descoberta, esta semana, de fissuras no teto da sala de plenário do Parlamento Europeu (PE), em Bruxelas, reabriu a discussão sobre o mérito dos deputados reunirem em dois edifícios: o da capital belga e o de Estrasburgo, na França.

As sondagens mostram que a maioria prefere Bruxelas, mas há quem defenda a manutenção de Estrasburgo, que funciona apenas quatro dias por mês.

“A questão de fundo é que ao nível histórico, dos tratados, o Parlamento tem a sua casa em Estrasburgo. Exijo, por isso, que as várias sessões plenárias tenham lugar em Estrasburgo, como definem os tratados”, disse a eurodeputada francesa Michèle Striffler, do Partido Popular Europeu.

Manter o edíficio francês custa um extra de 180 milhões de euros, por ano, e este também oferece problemas.

“Reparar dois telhados é mais caro do que para reparar um. Aqueles que, como eu, defendem uma base permanente em Bruxelas, recordam-se bem do episódio de 2008, quando caiu parte do teto do edifício em Estrasburgo. Foi muito caro reparar aqueles estragos. O edifício de Estrasburgo não é o melhor”, argumenta o europdeutado britânico Edward McMillan-Scott, da Aliança dos Democratas e Liberais.

A correspondente da euronews em Estrasburgo, Natalia Richardson, realça que “é difícil imaginar que os contribuintes de qualquer país
gostem da ideia de pagar sedes parlamentares em duas cidades”.

O presidente do PE, Martin Schulz, disse que em breve vai ser analisada a petição “Um assento apenas”, lançada, em 2007, pela então eurodeputada sueca Cecilia Malmstrom, atual comissária europeia para os Assuntos Internos.

A petição reuniu 1,27 milhões de assinaturas e deverá ser debatida depois de sair a sentença, prevista para Outubro, de um processo relacionado com este tema, levado a Tribunal Europeu de Justiça pela França e pelo Luxemburgo.