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Religião e trabalho qual o limite?

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Religião e trabalho qual o limite?

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Quatro britânicos que dizem ter perdido os empregos por discriminação contra suas crenças religiosas cristãs entraram com uma ação conjunta no Tribunal Europeu de Direitos Humanos.

Os trabalhadores Nadia Eweida, Shirley Chaplin, Lilian Ladele e Gary McFarlane não têm a mesma profissão e não trabalham no mesmo lugar, mas dizem terem enfrentado os mesmos problemas.

O advogado de defesa que representa o grupo lembra que a Convenção protege os direitos individuais.

Os queixosos têm em comum apenas o catolicismo como religão — e uma batalha judicial para reclamarem justiça, uma vez que os tribunais nacionais nunca lhes deram razão..

O Tribunal deve assim deliberar se a crença religiosa justifica o descuido das regras do local de de trabalho.

Os juízes europeus vão ouvir os depoimentos a partir de hoje.

Uma das histórias passou-se na companhia aérea britânica, a British Airways, em 1999: outra envolveu uma enfermeira num hospital público da Inglaterra.

Os católicos querem que o tribunal europeu reconheça que dois artigos da Convenção Europeia de Direitos Humanos foram violados: o 9, que trata da liberdade de religião, e o 14, que proíbe a discriminação.