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Bruxelas reativa "guerra do gás" com empresa russa

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Bruxelas reativa "guerra do gás" com empresa russa

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Os consumidores de gás na União Europeia podem estar a ser prejudicados por práticas anti-concurrenciais da Gazprom, pelo que a Comissão Europeia (CE) abriu um processo de investigação.

A empresa estatal russa fornece um terço do gás consumido na União Europeia e já no passado foi criticada de abuso de posição dominante.

“Penso que o maior dano à reputação da Gazprom e da própria Rússia aconteceu na última crise do gás entre Ucrânia e Rússia. Foi aí que tudo começou. Na verdade, considero que a Gazprom deu um tiro no pé e perdeu muita influência com isso, porque agora a sua reputação é muito pior do que era”, recorda Christian Egenhofer, do Centro de Estudos de Política Europeia, em Bruxelas.

O analista refere-se à crise de fornecimento à Ucrânia, mas também a países de leste europeu membros da União, em 2006 e depois em 2009.

Momentos marcantes de uma espécie de guerra do
gás que dificulta os laços entre Bruxelas e Moscovo. A CE, que investiga o caso há um ano, recolheu dados em monitorizações próprias e através de queixas.

Os países da UE na região central e de leste mais dependentes do gás russo são Bulgária, Estónia, Letónia, Lituânia, Eslováquia, Polónia, Hungria e República Checa.