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O 5 de "Setembro Negro" dos Jogos Olímpicos de 1972

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O 5 de "Setembro Negro" dos Jogos Olímpicos de 1972

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Os Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, foram os primeiros organizados na Alemanha, depois da Segunda Guerra Mundial. A República Federal da Alemanha (RFA) queria fazer esquecer as lembranças das Olímpiadas de Berlim, realizadas sob o regime nazi, em 1936, com um ambiente de pacifismo, mas o evento ficou marcado pelo massacre de 11 atletas israelitas.

No dia 5 de setembro, às 4h30 da manhã, oito terroristas da organização “Setembro Negro” penetraram na vila olímpica. Fizeram nove reféns entre os atletas da delegação israelita. Dois foram mortos quando tentavam impedir o ataque.

Os terroristas exigiram que 234 palestinianos detidos em Israel fossem libertados e transferidos para o Egito. Queriam também que a RFA libertasse Ulrike Meinhof e Andreas Baader, dirigentes da Fração do Exército Vermelho.

Coube às autoridades da Alemanha Ocidental gerir a tomada de reféns. Israel não cedeu. Sem experiência e forças especiais para enfrentar este tipo de crise, a polícia cercou o edifício. Os Jogos Olímpicos só foram suspensos 12 horas depois do assalto.

Ao início da noite, as autoridades aceitaram transferir os terroristas e os reféns para a base de Fuerstenfeldbruck. Ao transferi-los, a polícia constatou que afinal os militantes eram oito e não quatro. Quando chegaram à base, os terroristas perceberam que tinham caído numa armadilha, já que o avião que era suposto transportá-los para o Egito estava vazio.

Cinco atiradores de elite alemães abriram fogo. Abateram três sequestradores, mas os restantes terroristas acabaram por matar os atletas. No tiroteio morreram ainda mais um polícia e dois dos atacantes. Os outros terroristas fugiram.

O drama de Munique originou uma operação de vingança da Mossad contra a Organização para a Libertação da Palestina, que só acabou com a eliminação dos autores do massacre em 1991. A RFA dotou-se de uma força antiterrorista.