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'Troika' deixa europeus à beira de um ataque de nervos

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'Troika' deixa europeus à beira de um ataque de nervos

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Austeridade sim, mas com limites. As constantes exigências da ‘troika’ estão a deixar os cidadãos dos países mais afetados pelas medidas de austeridade à beira de um ataque de nervos.

À chegada a Atenas a delegação da troika, composta por membros da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional, foi recebida com protestos.

“A situação é trágica. As nossas vidas estão em perigo. A situação dos pensionistas é desesperante. Exigimos que os medicamentos sejam distribuídos. Exigimos que não haja mais cortes, exigimos que as pensões e as ajudas voltem a ser como antes e para as quais temos vindo a pagar uma vida inteira”, defendia um reformado grego.

Em Portugal, o sentimento de revolta é idêntico. Pedro Passos Coelho esteve reunido com membros da ‘troika’ em São Bento, esta quarta-feira, no âmbito da revisão do programa de assistência a Portugal.

Depois de uma reunião no Parlamento com a delegação o deputado socialista, Pedro Marques, explicou que “dissemos à ‘troika’ que as coisas não estavam a correr bem. Ou seja, de forma mais concreta, precisamos de um ajustamento com medidas para o crescimento económico e precisaremos certamente, para não agravar mais ainda a procura interna, para não agravar ainda mais a recessão, de interromper esta espiral de austeridade.”

A ‘troika’ pediu ao Parlamento que encontre uma maneira para compensar a inconstitucionalidade dos cortes nos subsídios de férias e de Natal, o que implica que o governo deverá adotar novas medidas de austeridade.