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1200 voos anulados em nova jornada de greve na Lufthansa

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1200 voos anulados em nova jornada de greve na Lufthansa

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A greve do pessoal de cabine da Lufthansa foi prolongada para esta sexta-feira, com um novo apelo a 24 horas de paralisação.

O movimento de protesto obrigou a primeira transportadora aérea alemã a cancelar dois terços das ligações previstas, num total de cerca de mil e duzentos voos.

O porta-voz da Lufthansa, Klaus Walther, explica que a companhia “está disposta a concordar com uma solução que passe por um acordo sobre os salários para a categoria dos trabalhadores [em questão]. Mas o sindicato UFO quer aparentemente abordar outros assuntos, para os quais não há solução, já que o acordo coletivo de trabalho não está aberto ao diálogo”.

O movimento de protesto foi iniciado na semana passada e tem vindo a subir de tom. O sindicato UFO – que representa a maioria das 18 mil hospedeiras e comissários de bordo da companhia – exige um aumento salarial de 5 por cento, superior ao oferecido pela Lufthansa.

O líder do sindicato, Nikoley Baublies, afirma que “se não houver a possibilidade de debater os temas importantes que afetam os trabalhadores, a greve vai continuar”.

Para fazer face aos voos anulados, a Lufthansa prevê desviar mais de cem mil passageiros para rotas alternativas de comboio ou a bordo de outras companhias aéreas, tanto associadas como da concorrência.

No aeroporto de Frankfurt, um passageiro diz compreender as reivindicações do pessoal de cabine, embora seja “bastante incómodo para os viajantes”, e espera que cheguem em breve a um acordo “que satisfaça ambas as partes”.

As jornadas de greve precedentes, na passada terça-feira e na sexta-feira anterior, obrigaram já à anulação de 500 voos, afetando 90 mil passageiros e provocando perdas milionárias à empresa, segundo os analistas.