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Barack Obama: de candidato da esperança a Presidente do possível

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Barack Obama: de candidato da esperança a Presidente do possível

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Levado em ombros para a Casa Branca pela enorme esperança que soube dar aos americanos em 2008, Barack Obama deve continuar a encarnar a mudança, ao mesmo tempo que assume o balanço de quatro anos difíceis.

Desta vez o candidato democrata apresenta-se perante os eleitores como o candidato da esperança, mas também como o presidente do possível, o que explica o slogan de campanha: ‘Forward’ ou seja ‘Para a Frente’.

“Acreditamos numa América que diz ‘a nossa força económica nunca veio de cima para baixo, mas de baixo para cima, do meio. Vem dos estudantes, dos trabalhadores, dos patrões de pequenas empresas e de uma crescente e próspera classe média’. É nisso que acreditamos.”

Mas serão o carisma e a eloquência deste advogado, filho de um queniano e de uma americana, suficientes?

O presidente norte-americano entrou pela porta grande da cena política em 2004, durante a convenção democrata de Boston, que escolheu John Kerry como candidato às presidenciais. Obama defendeu na altura uma visão política consensual, que seduz e continua a seduzir.

Ao tornar-se na coqueluche dos meios de comunicação social, conseguiu uma ascensão meteórica. Em 2008, derrotou Hillary Clinton nas primárias democratas graças ao imbatível ‘Yes We Can’.

“Penso que foi uma das campanhas mais inspiradoras dos tempos modernos. Seria difícil para qualquer um estar à altura das expectativas, tanto mais para alguém que herdou uma grave recessão. Julgo que se colocou a fasquia demasiado alto”, defende o analista político David Gergen.

No entanto, na noite da sua eleição, no dia 05 de novembro de 2008, em Chicago, Barack Obama fez questão de evitar demasiados triunfalismos e até advertiu para as dificuldades que estavam para vir.

“O caminho que temos pela frente vai ser longo. A nossa subida vai ser íngreme. Podemos não chegar lá num ano ou mesmo num mandato, mas América, eu nunca estive tão esperançado como estou esta noite de que chegaremos lá. Prometo-vos: nós, como povo, vamos lá chegar.”

Nessa noite, os seus apoiantes só pensavam numa coisa: acreditar. E gritavam alto e em bom som para toda a América ouvir: ‘yes we can’.