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Festival de Puccini atrai milhares ao “seu” lago

06/09/12 12:36 CET

Festival de Puccini atrai milhares ao “seu” lago
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A história trágica de Mimì e Rodolfo no início do século XIX em Paris e as árias que tornaram “La Bohème” imortal atraíram milhares de amantes de ópera a Torre del Lago, na Toscânia, palco do Festival Puccini.

“A música, as letras, os cenários transportam-nos para outro mundo… Deixamo-nos levar assim que a música começa. Um segundo antes ainda estou no mundo real, mas assim que ouço a música estou noutro sítio”, diz Stefano Secco, tenor que interpreta Rodolfo.

“Mimì é como uma menina, um pouco como eu era e ainda sou… mas que vive o drama da vida. Começa com uma frescura e uma despreocupação, típica de uma menina, mas acaba por morrer. Tenta não pensar na doença, tenta ignorá-la e continuar a viver. Isto é o que a Mimì faz… Mimì é vida”, sublinha a soprano Maria Agresta, Mimì em “La Bohème”.

“Os momentos mais dramáticos são também os mais difíceis de interpretar, porque se somos tocados pela emoção, a nossa garganta aperta-se e a garganta tem de estar bem aberta e desobstruída para poder cantar”, explica Maria.

Em Torre del Lago pode visitar-se a casa onde Puccini compôs a maior parte das suas óperas. A atmosfera mágica e a memória deste compositor genial são preservadas pela neta de Puccini, Simonetta, que lembra o homem: “Puccini irradiava vitalidade, era uma pessoa dinâmica. Nos primeiros anos que esteve aqui passava o tempo a andar de bicicleta, costumava ir caçar e pescar… Depois, chegaram os automóveis… Ele não era de todo um sonhador… Era um homem muito ativo… E amava novas descobertas”.

“Este era o seu local favorito, a casa do seu coração… ele adorava viver aqui junto ao lago, o ‘seu’ lago, apesar de estar sempre em movimento”, realça Simonetta Puccini. “Às vezes imagino que ele aparece detrás de uma árvore ou nestes quartos, mas talvez ele esteja aqui”.

“É fantástico em palco: é um lugar neutro onde uma pessoa pode contar algo de si mesma enquanto se esconde detrás da personagem; quando cantamos é como se disséssemos ao público: ‘Agora vou contar-te algo sobre mim!’”, conclui Stefano Secco.

Nesta reportagem pode ouvir excertos das seguintes árias de “La Bohème” de Giacomo Puccini: “Che gelida manina”, “Mi chiamano Mimì”, “Quando me n’ vò soletta”, “D’onde lieta uscì al tuo grido d’amore”, “Sono andati? Fingevo di dormire”.

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