Última hora

Última hora

Milhões de europeus continuam longe de dominar o alfabeto

Em leitura:

Milhões de europeus continuam longe de dominar o alfabeto

Tamanho do texto Aa Aa

Um em cada cinco jovens europeus de 15 anos não cumpre os mínimos requisitos na leitura e escrita. Algo que afeta, também, 75 milhões de adultos europeus.

Uma realidade recordada todos os anos, no Dia Internacional da Alfabetização, que se comemora este sábado, e que também preocupa a Comissão Europeia.

Bruxelas encarregou um grupo de alto nível de fazer um relatório, a ser discutido na cimeira dos ministros da Educação da União, em Outubro.

Uma das propostas previstas é aumentar o apoio individualizado, como faz a associação belga “Ler e Escrever”, preocupado com uma nova forma de exclusão.

“As exigências da sociedade são cada vez maiores. O grau de iliteracia é também determinado, digamos, pelo desajustamento tecnológico. Cada vez é mais necessário aceder a computadores, seja para fazer operações bancárias, para comprar bilhestes de transporte ou ir às compras. Cada vez se apela mais à leitura e à escrita em domínios para os quais, há uma década, não era preciso saber ler ou escrever”, refere
Catherine Stercq, consultora na associação.

Denis Cornet, que vive na cidade belga de Liège, frequentou cursos de alfabetização ao longo de três anos e obteve o certificado de estudos básicos.

O ex-pintor de de edifícios sabia ler um pouco, mas depois de um acidente, decidiu apostar na sua educação e sentiu que se abriu todo um novo mundo de possibilidades.

“Eu fazia de conta que sabia. Dizia que levava os papéis para preencher em casa e outros subterfúgios desses, quando tinha de tratar de burocracias. Dizia que me tinha esquecido dos óculos ou que me doía o braço. Agora, sou como uma borboleta acabada de nascer, passei a sentir que estava ao nível de todos os outros que me roedeiam”, explicou.