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Grécia: fim de semana de protestos antes de nova reunião com "troika"

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Grécia: fim de semana de protestos antes de nova reunião com "troika"

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A Grécia volta a ser palco, este fim de semana, de protestos contra as medidas de austeridade, na véspera de uma nova reunião com a troika.

Em cima da mesa do encontro de segunda-feira vai estar um novo plano de austeridade com que o governo espera poupar 11,5 mil milhões de euros em 2013 e 2014.

Centenas de reformados e militantes comunistas desfilaram esta manhã em Atenas para protestar contra os cortes no sistema de saúde.

“A minha mulher o meu filho e eu gastamos cerca de 400 euros por mês em medicamentos. A minha reforma é de 720 euros. Diga-me se é suficiente para comprar medicamentos, nem dá para comprar um bolo. Parece-lhe suficente?”, afirma um manifestante.

Outro manifestante, indigna-se: “eles estão a destruir-nos, criaram um novo grupo social de escravos e servos. Estão a matar-nos”.

Estão previstos vários protestos durante o fim de semana, assim como na segunda-feira, quer em Atenas quer em Salónica. Os médicos iniciam na próxima semana uma greve contra os cortes no sistema de saúde.

O primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, deixou hoje claro que o seu principal objetivo é obter uma avaliação positiva da troika, em Outubro.

De visita, ontem, a Atenas, o presidente do conselho da União Europeia, Herman Van Rompuy, sublinhou:

“O primeiro-ministro Samaras confirmou-me que o seu governo e a sua coligação estão comprometidas a prosseguir com a consolidação fiscal e com as importantes reformas para recuperar a situação do país”.

Samaras recordou, no entanto, a revolta crescente da população contra os sacrifícios impostos ao país:

“Como disse ao presidente (Van Rompuy), a tolerância da população está a chegar a um limite e os sacrifícios têm de começar a dar frutos. O que quer dizer que temos que recuperar a economia o mais rapidamente possível”.

Atenas espera obter, em Outubro, a “luz verde” a uma nova tranche do plano de resgate, orçada em 31,5 mil milhões de euros, com o anúncio de novos cortes da despesa pública, nomeadamente em salários e pensões.

Após dois planos de resgate, a economia grega permanece em queda livre (-6,3% no segundo trimestre). Num momento em que o país vive o quinto ano consecutivo de recessão, vários analistas sublinham a necessidade de Atenas poder ter de escolher, até ao final do ano, entre um eventual terceiro plano de resgate ou uma saída do euro.

Duas hipóteses igualmente rejeitadas, até hoje, pelos responsáveis do eurogrupo.