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Novas medidas de austeridade não convencem

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Novas medidas de austeridade não convencem

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Pedro Passos Coelho anunciou novas medidas de austeridade. Os portugueses vão pagar mais para a segurança social e as empresas vão ver reduzidos os custos sociais dos postos de trabalho.

O BCE anunciou a disponibilidade para a compra da dívida pública dos países em dificuldades mas, para o primeiro-ministro, isso não é razão para aligeirar o esforço.

“Eu acho que são extremamente injustas para a classe trabalhadora que não pode fugir aos seus impostos e aos seus descontos. Penso que de facto há outros sítios onde podem ir buscar dinheiro. A teoria de que isto vai criar empregos, é mentira”, afirmou a proprietária de um quiosque de Lisboa.

“A nível de défice público penso que as coisas estarão melhor mas o nível de vida das pessoas, não com certeza. Há mais desemprego e estas medidas não combatem o desemprego de certeza absoluta”, disse um antiquário.

A declaração do primeiro-ministro surgiu como forma de contornar a decisão do Tribunal Constitucional que considerou uma violação à Constituição da República o facto de o corte ser aplicado apenas a pensionistas e funcionários públicos, não repartindo assim de forma equitativa o esforço.

Esta decisão vem no entanto acompanhada por uma descida na Taxa Social Única de 5,75 pontos percentuais na taxa paga pelos empregadores, o que, nas palavras do primeiro-ministro, vai melhorar a situação financeira das empresas e “combater o desemprego”.