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Gregos voltaram a protestar nas ruas

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Gregos voltaram a protestar nas ruas

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A abertura da feira internacional de Salónica, a segunda maior cidade da Grécia, ficou marcada pela manifestação de cerca de 15 mil pessoas contra as novas medidas de rigor orçamental exigidas ao país pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional.

No final, a manifestação degenerou em confrontos com a polícia junto da universidade, no centro da cidade. A polícia usou gás lacrimogéneo para dispersar os grupos que perturbavam a ordem.

Manifestação também dos reformados e dos polícias e agentes de segurança, em Atenas. Todos protestam contra um novo agravamento das condições de vida, depois de dois anos de austeridade.

“As coisas estão piores, desde que a minha reforma foi significativamente reduzida. É a minha única fonte de rendimento, não tenho mais nada. Felizmente que tenho casa própria, mas tenho duas filhas, com menos de 30 anos, que estudaram e não têm emprego”, lamenta-se um reformado.

Os polícias também não ficaram em casa, naquela que foi a maior onda de protesto desde que o primeiro-ministro, Antonis Samaras, consentiu em mais uma cura de rigor orçamental de 12 mil milhões de euros exigida pelos credores.

“As novas medidas, se forem implementadas, vão destruir-nos. Já estamos à beira do abismo. Isto vai lançar-nos para ele. Não queremos cair no abismo, somos obrigados a resistir e vamos levar esta luta até ao fim”, afirma um polícia.

O desespero dos gregos volta a manifestar-se na véspera da reunião entre a troika e o ministro grego das Finanças para falar das medias a aplicar em 2013 e 2014.