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Hong-Kong: Governo recua na imposição das aulas de patriotismo

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Hong-Kong: Governo recua na imposição das aulas de patriotismo

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A pressão da rua fez ceder o governo de Hong kong no projeto de imposição de aulas de patriotismo nas escolas.

A medida devia começar a ser aplicada no início deste ano letivo, em regime de voluntariado, para passar a ser obrigatória em 2016, mas os protestos não têm parado. Ontem mesmo 100 mil pessoas concentraram-se frente à sede do governo.

“Foi dada às escolas a autoridade de decidirem quando e como querem introduzir nos curriculos a educação nacional e moral”, explicou o governador Leung Chun-Ying.

Mas os estudantes, que vêm no projeto uma tentativa de impor a propaganda chinesa nesta região semi-autónoma, não se deixam convencer e prometem manter a greve de fome que iniciaram há uma semana.

“O projeto continua a existir e as pessoas vão ter que estar a vigiar as escolas e o governo durante muito tempo e isso será um trabalho difícil e exaustivo. As pessoas de Hong Kong não podem passar a vida a tentar salvar as crianças de um sistema tendencioso”, afirma um jovem.

69% dos estudantes opõe-se a estas aulas, nas quais, de acordo com o programa educativo, se lhes explica, por exemplo, as vantagens de um sistema de partido único por oposição ao caos do multipartidarismo.