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Resgates europeus inflamam revolta de gregos e alemães

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Resgates europeus inflamam revolta de gregos e alemães

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A troika aumenta a pressão sobre a Grécia para que adote um novo pacote de medidas de austeridade, na véspera de uma nova reunião do governo com os “homens de negro”.
 
Atenas deverá anunciar, nos próximos dias, novos cortes na ordem dos 11,5 mil milhões de euros para garantir a próxima tranche do plano de resgate (31,5 mil milhões de euros) em Outubro.
 
Mas nas ruas, os gregos mostram-se exasperados.
 
Desde sábado, que Atenas e Salónica são palco de várias manifestações, que deverão prolongar-se na próxima semana com várias greves, nomeadamente na área da saúde.
 
E se alguns analistas se inquietam com a possibilidade da Grécia ser obrigada a sair da zona euro, para outros, como o milionário George Soros, o problema não está na gestão de Atenas, mas na falta de liderança da Alemanha.
 
“Penso que a Alemanha deve ou assumir a liderança de uma verdadeira política de crescimento, de união política, e de partilha de esforços, ou abandonar a zona euro através de um acordo amigável que preserve a União Europeia”, afirmou Soros.
 
Segundo a imprensa alemã, evitar a saída da Grécia é agora uma prioridade para Angela Merkel, mas alguns alemães mostram-se cada vez mais céticos.
 
Centenas de pessoas protestaram ontem frente ao Tribunal Constitucional, em Karlsruhe, contra o fundo de resgate europeu (MSE – Mecanismo de Estabilidade Europeu) sobre o qual os juízes deverão pronunciar-se na próxima quarta-feira.