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Hollande anuncia reforma fiscal


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Hollande anuncia reforma fiscal

“Eu devo fixar o rumo e o ritmo. O objetivo é o alívio da França, há uma competitividade degradada, enormes défices, desemprego elevado, uma dívida histórica. A minha missão é endireitar o nosso país e vou definir uma agenda para dois anos. Vão dizer que é preciso acelerar, e eu acelero” – foi assim que o Presidente francês iniciou a sua intervenção televisiva, este domingo, destinada a anunciar uma reforma fiscal.

Estabelecer um rumo e um ritmo. Tomar as rédeas. François Hollande, depois de um verão sob o fogo dos críticos, com uma quota de popularidade em baixa, quis dar a imagem do lider.

Perante os franceses, expôs o seu plano de batalha para os próximos cinco anos, com duas prioridades: o emprego e a dívida. Com um horizonte de 30 mil milhões de euros.

Economizar 30 mil milhões de euros, em 2013. Com isso, quer reduzir o défice público dos actuais 4.5 por cento do PIB, para três por cento, no próximo ano.

O esforço será dividido pela despesa corrente do Estado, com 10 mil milhões, atingindo todos os departamentos, com a exceção da Educação, Segurança e Justiça.

10 mil milhões virão de novos impostos para as famílias e outro tanto de novos impostos, para as empresas.

Os novos impostos sobre as famílias, se não corresponderem a um crescimento económico, causam ceticismo, ou mesmo preocupação:

“Bem, eu acho que vamos pagar, como de costume, e serão sempre os mesmos a fazer sacrifícios”, diz uma mulher.

“Se nos taxarem um pouco mais, não aguentaremos. Agora já não aguentamos”, avisa outra.

“Todos devem participar e há razões para os ricos pagarem um pouco mais e os outros um pouco menos. É normal”, diz um cidadão.

A maior parte do aumento de impostos vai atingir as famílias mais favorecidas e as grandes empresas.

Aqueles que auferem mais de 150 mil euros por ano serão tributadas em 45 por cento e os que ganham mais de um milhão passam a pagar 75 por cento.

Esta última taxa deve atingir 2000 a 3000 pessoas, e vai vigorar por dois a três anos.

E entre estes bilionários, está o patrão da Louis Vuitton, a primeira fortuna de França, quarta à escala planetária.

Na véspera da entrevista do Presidente, Bernard Arnault anunciou a intenção de pedir a nacionalidade belga.

Apesar da onda de choque, Holland não parece disposto a abandonar as suas intenções:

“Eu considirei que se fazemos esta reforma fiscal, se pedimos um esforço, é muito importante que aqueles que são muito bem remunerados, com mais de um milhão de euros, devem estar também conscientes, darem o exemplo e serem patriotas”

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