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Intercâmbios de estudantes no secundário

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Intercâmbios de estudantes no secundário

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É quase um dia normal para Éléa. Como todas as manhãs, a estudante francesa apanha o autocarro para a escola. A única diferença é que não está em França, mas sim na Finlândia.

Não está sozinha. A colega Ana também veio passar açguns meses ao país.

A escola que frequentam em França tem uma parceria com o liceu de Jyvaskyla, que oferece um diploma de ensino secundário em inglês.

“Quero falar inglês corretamente. Penso que vou conseguir atingir esse objetivo dentro de 9 meses. Além disso, queria sair de casa. Gosto muito da minha família, mas queria sair um pouco, penso que isso me vai fazer crescer enquanto pessoa”, explica Éléa.

Aprender inglês na Finlândia? Por que não… Estudar na Grã-Bretanha, na América ou na Austrália é caro e os nórdicos foram sempre conhecidos pelo excelente domínio do inglês, aliado a uma educação de topo.

A estadia de Eléa é suportada pelo programa Comenius, uma iniciativa europeia que permite aos alunos do secundário ficarem durante um período de três a 10 meses numa escola de outro país.

A professora de francês, Ulla Aarnio, tem como missão assegurar o bem-estar das alunas durante a estadia em Jyvaskyla: “Ao princípio, os estudantes sentem-se cansados, porque tudo aqui é novo – a língua, os hábitos… depois, acabam por se habituar”, diz.

Ser professora de contacto significa que tem um papel importante na integração dos alunos, por exemplo, na ajuda com os horários ou os testes. Mas há muita coisa que os estudantes têm de aprender por eles próprios. Conta Éléa: “Há diferenças, por exemplo, no visual. Pode parecer um detalhe, mas quando se está nove meses num país torna-se importante. Por exemplo, se em França visse alguém com sobrancelhas verdes ria-me. Mas aqui deixa-me um pouco stressada.”

A parte mais difícil do programa Comenius é encontrar as famílias de acolhimento. Felizmente para Éléa, a adaptação foi fácil. Nesta família, tem um contacto direto com o modo de vida finlandês e com a cozinha local. Diz a jovem: “É um ambiente muito descontraído, sinto-me em casa, adoro”.

Na Finlândia, o hóquei de sala é o desporto de eleição para muitos estudantes. Para as nossas raparigas, esta é também uma forma de experimentarem algo diferente.

Entre as companheiras de jogo, está Roosa, uma jovem finlandesa prestes a partir para França, no âmbito deste mesmo programa de intercâmbio: “Quando regressar à Finlândia vou ser uma nova pessoa, muito mais adulta. Este processo vai fazer-me crescer. Penso que vou ficar mais confiante em relação a mim mesma”, explica Roosa.

O programa Comenius foi introduzido em 2010 e está a ganhar cada vez mais popularidade. Neste ano letivo, mais de 1300 alunos de quase 30 países vão poder estudar no estrangeiro, o que lhes vai dar uma boa bagagem, quer em termos de línguas, quer em termos de experiência de vida.