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O que pode fazer o gigante chinês para crescer?

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O que pode fazer o gigante chinês para crescer?

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Por mais que as receitas fiscais aumentem, que a inflação desça, e que os orçamentos governamentais apresentem excedentes, a economia chinesa não regista os valores recorde esperados.

Para um gigante que anunciou a meta de 7,5 por cento de crescimento este ano, os últimos dados sobre as trocas comerciais são dececionantes. O consumo interno abrandou, desencadeando uma quebra de 2,6 por cento nas importações em agosto. As exportações cresceram, sim, mas apenas 2,7 por cento, 3 pontos aquém das previsões.

O especialista Xiao Geng declara que a situação é muito complexa porque as “pressões são internas e externas, o que indica que não há uma solução imediata”. As autoridades chinesas começaram a aliviar as políticas monetárias e fiscais há alguns meses, mas os resultados estão longe de ser expressivos.

O que pode Pequim fazer em relação às recessões na Europa e às debilidades estruturais americanas? O presidente Hu Jintao tem vindo a alertar para as repercussões da crise global sobre a região da Ásia-Pacífico. No final deste ano, a cúpula do Partido Comunista chinês vai sofrer mudanças, tendo em conta, precisamente, os grandes desafios que se avizinham.